Sobre o livro

O texto ágil e forte de Desvio, romance de estreia de Juan Francisco Moretti, poeta oral de reconhecimento ascendente na cena literária portenha, pode ser lido como o pesadelo de um jovem de classe média dos anos 2000 às voltas com a degradação do amor, da memória e das grandes paixões. Apegado ao Twitter, ao Facebook, ao Google, ao GPS e ao smartphone, o narrador (que é filho de nossos tempos, mas poderia muito bem ser um personagem de Beckett ou de J. D. Salinger) é obrigado a lidar com formas inesperadas de violência.

 

Misto da violência desaforada de Chuck Palahniuk (Clube da Luta) com a ironia cáustica de Bret Easton Ellis (Psicopata Americano), Desvio surge como um remix de humor e drama que flerta com a nostalgia dos anos 90 para contar a epopeia mais trivial de uma geração.

 

A narrativa potente de Moretti explora os limites entre realidade e delírio e convoca o ritmo da oralidade para mostrar, com um lirismo brutal, que o papel da literatura e da arte nem sempre é o de confortar — traço comum na literatura visceral que vem sendo produzida pela nova geração de escritores latino-americanos, como Ariana Harwicz e Andrea Jeftanovic.

 

Dando continuidade à proposta da PONTOEDITA de promover um diálogo entre a literatura e outras artes a partir de projetos gráficos específicos que exploram a relação entre imagem, formato e concepção poética/narrativa, o livro traz uma intervenção artística original do cantor brasileiro Thiago Pethit e um texto inédito do músico e ex-VJ da MTV Luiz Thunderbird, além de um posfácio do autor exclusivo para a edição brasileira e mais de 40 imagens criadas por Pedro Monfort a partir de fotografias originais de Buenos Aires.

Sobre o autor

Juan Francisco Moretti (1988) nasceu e mora em Buenos Aires. É uma das vozes mais instigantes da literatura argentina contemporânea e escreve poesia, pequenos contos e peças teatrais. Desvio, seu romance  de estreia, é o livro nº 3 da PONTOEDITA.

"Desvio é minha contribuição a esta narrativa coletiva que todos nós, escritores com idade entre 25 e 35 anos, estamos escrevendo — uma narrativa com um protagonista em primeira pessoa, no tempo presente, que passa por uma série de eventos difíceis em sua vida de homem branco da cidade."

Confira abaixo a leitura de Casi sin querer, poema publicado na coletânea Caer a golpes (Elemento Disruptivo, 2018).

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